Estágio como porta de entrada para a Geração Z
Um estudo da Eurofirms, realizado em Portugal entre 2021 e 2024, revelou que 55% dos jovens iniciaram a carreira por meio de estágios subsidiados pelo governo. Esses programas, semelhantes aos de aprendizagem e estágio oferecidos pelo CIEE/SC no Brasil, consolidam o estágio como uma porta estratégica de entrada para o mundo do trabalho.
Os dados chamaram a atenção porque refletem uma tendência global: a Geração Z — que já representa a maior fatia de novos entrantes no mercado — tem expectativas muito diferentes das gerações anteriores.
Segundo Cristina Rosa, diretora da Eurofirms:
“Empresas que ignorarem essas motivações terão dificuldade em atrair e reter esse talento.”
Não basta oferecer salário competitivo. Os jovens querem propósito, boa liderança, ambiente saudável, flexibilidade e crescimento real. No Brasil, embora o contexto seja diferente, os sinais são os mesmos.
Capítulo 1: O estágio como principal porta de entrada para jovens talentos
O dado de que 55% dos jovens portugueses começaram a carreira em estágio revela uma tendência global, também presente no Brasil. Mas por que o estágio é tão relevante?
- Alia teoria e prática em um ambiente real.
- Funciona como um laboratório de talentos para as empresas.
- Favorece a efetivação: entre 40% e 60% dos estagiários no Brasil são contratados após o programa.
- Reduz a rotatividade, fortalecendo vínculos desde cedo.
A Lei da Aprendizagem e a Lei do Estágio asseguram o caráter formativo e legal dessas oportunidades.
Capítulo 2: Quem é a Geração Z no mundo do trabalho
A Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) cresceu em um cenário digital e veloz. Isso impacta diretamente como ela se relaciona com o trabalho.
- Nativos digitais: pensam com base em tecnologia.
- Buscam propósito: querem fazer parte de algo maior.
- Valorizam equilíbrio e ambientes saudáveis.
- Querem crescer rápido e constantemente.
- Exigem diversidade e inclusão como premissas básicas.
Capítulo 3: O mito do “jovem não quer trabalhar”
Esse mito não resiste aos dados:
- Adesão recorde a estágios e programas de aprendizagem.
- Nível educacional elevado entre os jovens.
- Queda no desemprego jovem, tanto em Portugal quanto no Brasil.
Ou seja: o problema não é falta de vontade — é falta de oportunidades e ambientes compatíveis com suas expectativas.
Capítulo 4: O que a Geração Z espera das empresas
Pesquisas mostram que os jovens priorizam cinco aspectos fundamentais:
- Propósito e valores claros: querem fazer parte de algo significativo.
- Boa liderança: preferem mentores a chefes autoritários.
- Flexibilidade: horários, modelos híbridos e equilíbrio são inegociáveis.
- Desenvolvimento: exigem planos de crescimento e capacitação.
- Cultura saudável: não toleram ambientes tóxicos ou discriminatórios.
Capítulo 5: O que as empresas ganham com estágios e aprendizagem
Empresas que enxergam o estágio apenas como obrigação perdem o potencial estratégico do programa. Benefícios incluem:
- Formação de talentos alinhados à cultura da empresa.
- Redução de turnover.
- Inovação: jovens trazem novas ideias e domínio tecnológico.
- Employer branding fortalecido.
Além disso, reforça a imagem de empresa comprometida com a juventude e com impacto social.
Capítulo 6: Boas práticas para atrair e reter jovens talentos
- Onboarding estruturado e programas de mentoria.
- Treinamentos técnicos e comportamentais.
- Canais de feedback abertos e regulares.
- Reconhecimento de conquistas, por menores que sejam.
- Inclusão em projetos estratégicos.
- Promoção da diversidade real.
- Integração entre estágio e planos de carreira.
Capítulo 7: O papel estratégico do CIEE/SC
O CIEE/SC atua como elo entre empresas e jovens, garantindo programas legais, eficazes e transformadores.
Oferece:
- Gestão completa de contratos.
- Banco de talentos qualificado.
- Capacitação contínua.
- Apoio à inclusão e diversidade.
- Consultoria para programas de estágio.
Empresas parceiras do CIEE/SC saem na frente na disputa por jovens talentos.
Capítulo 8: O custo de ignorar essa tendência
Segundo Cristina Rosa:
“Empresas que ignorarem essas motivações terão dificuldade em atrair e reter esse talento.”
Os custos de não se adaptar incluem:
- Alta rotatividade.
- Perda de talentos para empresas mais alinhadas.
- Danos à reputação.
- Dificuldade em cumprir cotas legais.
Estágio como investimento no futuro
55% dos jovens iniciaram a carreira em estágios. Esse dado reforça que essa modalidade é estratégica.
No Brasil, o cenário é semelhante. A Geração Z está disposta a se engajar — desde que encontre empresas com propósito, liderança e cultura saudável.
O CIEE/SC está pronto para ser o parceiro estratégico dessa jornada, conectando empresas a jovens talentos e promovendo programas que fortalecem a juventude e a competitividade empresarial.
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