Introdução: um recorde histórico que fala muito sobre a relação entre empresas e jovens
O primeiro semestre de 2025 marcou um recorde histórico no Brasil: quase 70 mil jovens foram contratados por meio de programas de aprendizagem profissional, um crescimento de 18,6% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O avanço é liderado pelos setores industrial e de serviços, confirmando a relevância da aprendizagem como porta de entrada para o mundo do trabalho e como mecanismo de inclusão produtiva.
Para empresas que desejam atrair e reter talentos da Geração Z, esse recorde é mais do que uma estatística. É um alerta estratégico: a aprendizagem está em alta, mas apenas organizações que oferecem boas condições conseguirão se destacar no recrutamento e na fidelização desses profissionais.
O crescimento da aprendizagem no Brasil: dados e contexto
A Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097/2000) determina que empresas de médio e grande porte contratem de 5% a 15% de aprendizes em relação ao número de empregados em funções que demandem formação profissional.
Ao longo dos anos, essa política se consolidou como um dos programas mais eficazes de inclusão de jovens no mundo do trabalho formal.
Números que falam por si:
- 70 mil jovens contratados em 2025 (maior número histórico).
- 18,6% de crescimento em comparação a 2024.
- Setores industrial e de serviços respondem pela maioria das admissões.
- Centenas de milhares de jovens continuam ativos em contratos de aprendizagem em todo o país.
Esse avanço mostra que, quando as condições são adequadas, os jovens respondem positivamente às oportunidades oferecidas.
Por que o mito “jovem não quer trabalhar” não se sustenta
Durante anos, muitos gestores atribuíram à juventude a fama de “desinteressada”, “acomodada” ou “imediatista”. No entanto, pesquisas e dados oficiais provam o contrário: os jovens querem sim trabalhar, mas em ambientes que ofereçam respeito, aprendizado e perspectivas de crescimento.
Segundo o MTE, a alta adesão à aprendizagem reflete que:
- O desejo por formalização é real – os jovens querem trabalhar com carteira assinada, ter direitos e segurança jurídica.
- O que eles rejeitam é a precarização – ambientes tóxicos, salários baixos, falta de respeito e gestores autoritários afastam talentos.
- O estágio e a aprendizagem são vistos como oportunidades de futuro – não apenas como ocupações temporárias.
Esse cenário conversa diretamente com os diagnósticos do CIEE/SC, que identificam que empresas enfrentam dificuldades em atrair talentos porque muitas vezes não alinham expectativas e condições de trabalho ao perfil da nova geração.
O que o recorde de aprendizes ensina às empresas
O aumento expressivo nas contratações de jovens aprendizes traz lições valiosas para as empresas que desejam se manter competitivas no recrutamento de talentos da Geração Z.
1. A aprendizagem é uma ferramenta estratégica de recrutamento
Contratar aprendizes não é apenas cumprir a cota legal. É uma forma de formar talentos desde cedo, moldando-os de acordo com a cultura organizacional.
2. Condições de trabalho importam mais do que nunca
Salários compatíveis, jornadas equilibradas e respeito às diferenças são pré-requisitos básicos para atrair jovens. Empresas que ignorarem isso perderão espaço para concorrentes mais alinhados às expectativas da nova geração.
3. A cultura organizacional é um diferencial
Para os jovens, o ambiente de trabalho deve ser colaborativo, transparente e inclusivo. Eles não aceitam práticas autoritárias nem empresas que não se posicionam em temas sociais relevantes.
4. Mentoria e feedback são fundamentais
A Geração Z valoriza líderes que ensinam, orientam e reconhecem o esforço. Programas de mentoria e feedbacks constantes são práticas que aumentam a retenção de talentos.
5. Employer branding não é discurso, é prática
Na era digital, os jovens pesquisam a reputação das empresas antes de se candidatarem. Plataformas como Glassdoor, redes sociais e até o boca a boca entre universitários influenciam a decisão. Ter uma marca empregadora positiva é essencial.
A visão das empresas: desafios no recrutamento de jovens
Pesquisas recentes mostram que 83% das empresas enfrentam dificuldades com jovens em início de carreira, principalmente em relação a:
- Postura profissional inadequada.
- Falta de proatividade.
- Deficiências em competências técnicas específicas.
Esse diagnóstico não deve ser visto como um problema sem solução, mas como um convite para investir em capacitação.
Empresas que oferecem programas estruturados de aprendizagem e estágio conseguem reduzir essas barreiras, já que desenvolvem os jovens desde o primeiro contato com o mundo do trabalho.
Como atrair a Geração Z para programas de aprendizagem
A Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) é marcada por características específicas: são nativos digitais, valorizam propósito e diversidade, e buscam ambientes de trabalho saudáveis.
Para atrair esses jovens, as empresas podem adotar boas práticas, como:
- Oferecer flexibilidade – mesmo em contratos presenciais, mostrar abertura para práticas híbridas ou jornadas adaptadas pode ser diferencial.
- Criar programas de mentoria estruturada – jovens aprendem mais rápido quando têm referências dentro da empresa.
- Promover feedback constante – avaliações semestrais já não são suficientes; é preciso diálogo contínuo.
- Investir em capacitação tecnológica – preparar os jovens para usar ferramentas digitais e IA aumenta a produtividade e gera engajamento.
- Valorizar diversidade e inclusão – a Geração Z não tolera discriminação e busca empresas que refletem pluralidade.
O papel do CIEE/SC na conexão entre empresas e jovens
O CIEE/SC é parceiro estratégico de empresas que desejam contratar aprendizes e estagiários. Com quase 40 anos de atuação em Santa Catarina, a instituição atua como agente de integração entre jovens talentos e organizações de diferentes setores.
O que o CIEE/SC oferece às empresas:
- Banco de talentos qualificado com jovens de diferentes perfis.
- Gestão completa dos contratos de aprendizagem e estágio, com suporte jurídico e administrativo.
- Capacitação contínua dos jovens em competências técnicas e comportamentais.
- Apoio à inclusão e diversidade, conectando empresas a jovens em situação de vulnerabilidade.
- Credibilidade consolidada, sendo referência estadual em programas de inserção profissional.
Ao se tornar parceiro do CIEE/SC, a empresa garante não apenas o cumprimento da lei, mas também a oportunidade de formar futuros colaboradores alinhados às suas necessidades.
Employer branding e reputação: aprendizes como embaixadores da marca
O recorde de contratações de aprendizes também mostra que esses jovens são peças-chave para a construção da imagem das empresas.
Estudos de gestão de pessoas revelam que funcionários em início de carreira se tornam embaixadores espontâneos da marca. Eles compartilham experiências em redes sociais, comentam com colegas e ajudam a consolidar a reputação da organização como boa empregadora.
Assim, ao investir em boas práticas de aprendizagem, as empresas colhem duplos benefícios: formam talentos e fortalecem seu posicionamento no mundo do trabalho.
Exemplos de boas práticas em gestão jovem
Empresas que se destacam na contratação e retenção de aprendizes adotam práticas inovadoras, como:
- Programas de rotação – o aprendiz passa por diferentes setores para conhecer a empresa como um todo.
- Plataformas digitais de aprendizado – cursos online que complementam a prática diária.
- Comunidades internas de jovens talentos – espaços de troca e inovação.
- Projetos sociais e de voluntariado – engajam os jovens e reforçam o propósito da empresa.
Essas estratégias ajudam a reduzir índices de evasão e aumentam as chances de efetivação ao final do contrato.
Jovens querem trabalhar, mas o futuro depende da postura das empresas
O recorde de 70 mil aprendizes contratados em 2025 é uma prova incontestável: os jovens querem sim trabalhar, com carteira assinada e em boas condições.
O desafio está do lado das empresas. Para atrair e reter esses talentos, será necessário oferecer:
- Ambientes respeitosos e colaborativos.
- Gestão humanizada e aberta ao diálogo.
- Capacitação contínua e oportunidades reais de crescimento.
A aprendizagem não é apenas um programa social ou uma obrigação legal. É uma estratégia de recrutamento inteligente, que forma a base de futuros profissionais engajados e produtivos.
Empresas que compreenderem essa realidade sairão na frente, tanto na construção de equipes sólidas quanto na reputação como empregadoras de referência.
E, para alcançar esse objetivo, contar com o apoio do CIEE/SC é a escolha mais estratégica: conectar-se a jovens talentos preparados, em um modelo que respeita a lei, fortalece a cultura organizacional e projeta o futuro das empresas catarinenses.
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