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Aprendizes do MP, juntamente com a assistente social do CIEE/SC, Aline Vidal e a gerente de Educação Profissional do CIEE/SC, Daniela Mendes. Foto: Jéssica Schmidt.

Na última sexta-feira (5), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) realizou um evento em comemoração ao 1º ano de implantação do Programa Aprendiz, no auditório da sede da Procuradoria-Geral do MPSC, em Florianópolis.
O Programa, realizado em parceria com o CIEE/SC – Centro de Integração Empresa-Escola de Santa Catarina, recebeu 20 adolescentes. Das vagas disponíveis, 80% foram prioritariamente destinadas a adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de liberdade assistida ou em entidade de acolhimento institucional. Os outros 20% das vagas são destinadas a pessoas com deficiência, sem limitação de idade.
O MPSC homenageou os aprendizes e os orientadores pela trajetória no Programa, oferecendo um certificado de agradecimento. Além das homenagens, os convidados receberam uma palestra de Marilu Diez Lisboa, orientadora profissional do Instituto do Ser, sobre as escolhas profissionais.
Daniela Mendes, gerente de Educação Profissional do CIEE/SC, enfatizou a importância do Programa Aprendiz na vida dos jovens e da entidade. “Podemos resumir esse período de um ano como um aprendizado. E é uma satisfação muito grande sermos parceiros desse projeto pioneiro do MP. Conforme Daniela, o CIEE/SC acredita na importância do jovem ser protagonista da sua história, poder adquirir experiências relevantes para sua caminhada pessoal, profissional e cidadã, e destaca, também, a importância dos orientadores no processo de aprendizagem desses adolescentes.
Segundo o promotor de justiça em Santa Catarina, Marcelo Gomes Silva, o Programa exerce não somente um papel de responsabilidade social, mas também de orientação. “Há uma troca de experiência muito grande entre os jovens e os supervisores. Eles são capazes de unir a profissionalização com a escolarização, e isso é muito importante para o desenvolvimento do Programa”, afirma o promotor. “A juventude precisa de oportunidades e esse é o 1º ano que comemoramos. Que possamos expandir essa experiência para todo o estado”, complementa.
Marcelo Wegner, promotor de justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude – CIJ, ressaltou que neste primeiro ano todos foram aprendizes. De acordo com Wegner, muitas dificuldades apareceram, mas puderam ajeitar toda a caminhada do Programa. “O importante no Programa Aprendiz é que o aprendizado não é apenas profissional, é afetivo, social. A oportunidade do primeiro emprego para estes jovens se insere nas funções do Ministério Público, possibilitando uma reflexão sobre a responsabilidade social das Instituições Públicas”, destaca Marcelo. “Estamos na torcida pelo futuro destes jovens e aguardamos novos aprendizes para compor nosso programa”, reforça.
O Programa segue com a proposta de desenvolvimento social e profissional para os adolescentes e jovens de Florianópolis.