O jovem que avalia uma oportunidade de estágio ou primeiro emprego não olha apenas para o valor da bolsa. Antes de se candidatar, espera-se que ele investigue a reputação da empresa, leia avaliações de ex-funcionários, observe a presença digital dos líderes e compare o discurso da marca com relatos de quem trabalha ali. Esse conjunto de percepções é o que se chama de employer branding, a reputação da empresa como local de trabalho.
Em um mercado onde 88% dos candidatos pesquisam a reputação da empresa antes de se candidatar e a Geração Z gasta, em média, 4,2 horas pesquisando sobre empregadores antes de tomar uma decisão, ignorar a marca empregadora não é mais uma opção. Para empresas que querem atrair jovens talentos e mantê-los, o employer branding se tornou condição de competição.
Entenda agora o que é employer branding, por que ele importa para atrair a nova geração e quais estratégias funcionam na prática.
O que é employer branding?
Employer branding, ou marca empregadora, é o conjunto de percepções que o mercado, especialmente os talentos, tem sobre uma empresa como local de trabalho. Vai além do que a empresa diz sobre si mesma em campanhas de recrutamento. Employer branding é a reputação construída a partir da experiência real dos colaboradores, da forma como a liderança se comporta, das políticas de desenvolvimento e, principalmente, da coerência entre o discurso e a prática.
O estudo Randstad Employer Brand 2025 identificou os cinco fatores mais valorizados pelos profissionais brasileiros ao escolher um empregador: oportunidades de crescimento, boa remuneração, ambiente agradável, equidade e liderança inspiradora. Salário ainda importa, mas a percepção da empresa como um lugar que oferece desenvolvimento, bem-estar e propósito tem peso cada vez maior.
Para os jovens, esses fatores são ainda mais determinantes. Uma pesquisa da FIA Business School com 40,8 mil jovens da Geração Z revelou que “oportunidades de crescimento e aprendizado” é o principal motivo de atração (32%) e permanência (39%).
Qual é a importância da marca empregadora?
O employer branding não é um conceito abstrato e impacta diretamente os resultados de contratação e retenção: 86% dos profissionais avaliam a reputação da empresa antes de se candidatar, segundo estudo da Glassdoor.
Uma pesquisa da consultoria Mercer aponta que 89% dos empregadores já centralizaram seus benefícios ou planejam fazê-lo em breve, como parte da estratégia de fortalecimento da marca empregadora.
O estudo “Employer Branding no Brasil – Diagnóstico e estratégias para resultados reais”, conduzido pela Onhappy, mostrou, no entanto, que apenas 11,3% das empresas brasileiras consideram suas iniciativas de employer branding como excelentes, enquanto 47% avaliam suas ações como medianas. O dado é um alerta: há espaço e necessidade de avanço.
O que os jovens profissionais realmente valorizam
Entender o que os jovens esperam de um empregador é o primeiro passo para construir uma marca empregadora atraente. A pesquisa da FIA Business School já apontou o crescimento como fator central, mas outros estudos complementam o quadro:
- Propósito e alinhamento de valores: jovens da Geração Z valorizam atributos como propósito, transparência, diversidade e alinhamento de valores
- Ambiente inclusivo e flexível: criado em um contexto de transformação digital e novas formas de trabalho, esse público busca organizações que ofereçam autonomia, flexibilidade e cultura de aprendizado
- Desenvolvimento contínuo: 73% dos candidatos valorizam oportunidades reais de aprendizagem ao considerar uma vaga
- Equilíbrio entre vida pessoal e profissional: não se trata apenas de horário flexível, mas de uma cultura que respeita o bem-estar do colaborador como parte da rotina, e não como exceção
Um dado adicional: o estudo “Atração e retenção da geração Z” aponta que empresas com foco em inovação, flexibilidade, diversidade e responsabilidade social são mais atraentes para esse grupo.
Estratégias para fortalecer sua marca empregadora
Construir uma marca empregadora forte não exige orçamentos milionários. Exige consistência, transparência e ações concretas. Aqui estão cinco caminhos práticos:
1. Defina e comunique sua Proposta de Valor ao Empregado (EVP)
A EVP é o que torna sua empresa única como local de trabalho. Não se trata de copiar o que a concorrência faz, mas de identificar o que você realmente oferece que faz diferença para os jovens: planos de carreira estruturados, programas de mentoria, flexibilidade real, oportunidades de aprendizado contínuo.
Uma pesquisa da Onhappy mostrou que 44% dos profissionais consideram a EVP a melhor estratégia para fortalecer o employer branding.
2. Coloque a liderança no digital
Profissionais buscam líderes acessíveis, comunicativos e alinhados à cultura. O líder que aparece em vídeos, compartilha bastidores e responde a comentários não é apenas “boa imagem”, é credibilidade. “Se os seus líderes não estão online, a sua cultura está offline”, resume Angélica Madalosso, especialista em marca empregadora.
3. Invista em programas de desenvolvimento com estrutura de verdade
Jovens não querem promessas vagas de “crescimento”. Querem ver o caminho. Programas de estágio e aprendizagem bem estruturados são a evidência mais concreta de que a empresa leva desenvolvimento a sério. O CIEE SC apoia empresas na estruturação desses programas, garantindo que a formação teórica e prática caminhem juntas!
4. Torne o processo seletivo uma extensão da sua cultura
A experiência do candidato comunica mais do que qualquer campanha. Processos longos, feedbacks inexistentes, respostas automáticas frias, tudo isso é percebido como desrespeito. O employer branding se fortalece quando a comunicação transforma processos em experiências claras, humanas e respeitosas.
5. Seja transparente, inclusive sobre o que não é perfeito
O jovem profissional não espera perfeição. Espera honestidade. Autenticidade deixou de ser diferencial criativo e se tornou parâmetro básico de confiança. Quando a comunicação tenta compensar, com narrativa, o que a experiência não sustenta, a ruptura acontece.
LEIA MAIS: Como reduzir a rotatividade de jovens talentos: um guia para o RH
CIEE SC na construção da marca empregadora
Empresas que investem em programas de estágio e aprendizagem com o CIEE SC não estão apenas cumprindo a lei, mas também construindo evidências concretas de que levam desenvolvimento a sério.
Mais de 5 mil empresas em Santa Catarina já contam com o suporte do CIEE SC para estruturar programas de estágio e aprendizagem que atraem jovens talentos e os preparam para crescer dentro da organização.
Se sua empresa quer ser vista como um lugar onde o jovem profissional pode aprender, errar e evoluir, o primeiro passo é estruturar um programa de entrada que entregue o que o discurso promete.
O CIEE SC ajuda sua empresa a construir uma marca empregadora forte, começando pela base: programas de estágio e aprendizagem que entregam desenvolvimento de verdade.
Fale com o CIEE SC e estruture seu programa de atração de jovens talentos.